Qual é o lago mais mortal do mundo?

As águas tóxicas acomodadas na cratera de um vulcão: a qualquer momento, uma emissão de gases venenosos pode causar novo desastre.
É o Lago Nyos, em Camarões, na África, cujos gases letais já levaram a vida de mais de 2 mil pessoasThiago Medaglia Matéria publicada na edição 197 Terra

Normalmente azul, a superfície do Lago Nyos, em Camarões, no centro-oeste africano, ganhou um sinistro tom avermelhado. O nível de suas águas baixou 1 metro, mas elas, ainda assim, transbordaram, fruto de uma bizarra efervescência. Então, uma densa nuvem cinzenta se formou, composta pelos gases tóxicos emanados do Nyos, deixando um rastro de destruição por onde passava. A mortífera massa gasosa desceu velozmente pelo vale adiante, espalhando-se por 20 quilômetros e matando por asfixia mais de 1700 pessoas.O dobro disso foi perdido em cabeças de gado. Outras 4 mil pessoas escaparam a tempo, mas desenvolveram sérios problemas respiratórios. A vegetação ficou devastada. O mais criativo dos autores de ficção científica talvez tivesse dificuldade para compor um enredo tão assustador. Mas, infelizmente, a tragédia do Lago Nyos aconteceu de fato. Foi em 1986, num dos piores acidentes naturais da história, ocasionado por uma série de eventos sem a menor participação humana.Acomodado na cratera do Monte Oku, um vulcão adormecido, o Lago Nyos, com aproximadamente 1,8 quilômetro de diâmetro e 200 metros de profundidade, é uma evidência das forças pulsantes sob o solo do planeta. Abaixo da cratera, um bolsão de magma incandescente satura permanentemente de gases o fundo do lago - calcula-se em 90 milhões de toneladas a quantidade média de CO2, o dióxido de carbono, contida em suas águas. Quando essa concentração aumenta subitamente, os gases sobem à superfície e envenenam a atmosfera. Em 1986, isso aconteceu numa proporção jamais vista ou imaginada.Outros dois lagos africanos podem apresentar fenômenos semelhantes: o Kivu, em Ruanda, e o Monoum, também em Camarões, cuja maior emissão conhecida de CO2 ocorreu em 1984, matando 37 pessoas. Os cientistas não sabem se essas grandes emissões de gases tóxicos se devem a tremores de terra ou a alguma pequena erupção. Para minimizar novos desastres, as autoridades locais espalharam tubos dispersores de CO2 no Lago Nyos. As ameaças, no entanto, estão longe de acabar.Naturalmente frágil, o muro de rochas vulcânicas que cerca o lago a uma altura de 45 metros pode ceder a qualquer momento - e, nesse caso, as águas do lago, carregadas de veneno, contaminariam rios e vilarejos próximos. O desastre anunciado do Lago Nyos não se encaixa bem nem em enredos de ficção científica. Parece mais um filme de terror.

Os países em desenvolvimento, principais vítimas do aquecimento climático.

Diversos estudos confirmam que os países pobres serão as principais vítimas da mudança climática, ainda que sejam os menores responsáveis por ela, por não serem grandes emissores de gases de efeito estufa. Um estudo publicado no início de setembro deste ano pela Maplecroft, uma consultoria britânica especializada em riscos globais, mostra que os países mais vulneráveis ao aquecimento são a Somália, o Haiti, o Afeganistão e Serra Leoa. Dos vinte e oito países expostos a um "risco extremo", vinte e dois estão situados na África subsaariana.Enquanto isso, em Manila, o Banco Asiático de Desenvolvimento apresentava os resultados de uma pesquisa que concluía que o derretimento das geleiras do Himalaia ameaça a segurança alimentar e a disponibilidade de água dos 1,6 bilhão de habitantes do sul da Ásia. Em Nova York, Rob Vos, diretor do departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, avaliou que "se não reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa de forma significativa, os danos causados à economia dos países pobres serão dez vezes maiores do que aqueles registrados nos países desenvolvidos". Vos comentava o relatório publicado por seu departamento. Segundo as conclusões, seria preciso investir todos os anos na atenuação da mudança climática e na adaptação a seus efeitos, da ordem de 1% do produto interno bruto (PIB) mundial, ou seja, US$ 500 bilhões (R$ 855 bilhões).
No desastre climático mais recente, o furacão Ida deixou dezenas de mortos em El Salvador
Alguns meses antes, em maio de 2009, a ONU havia publicado um relatório da Estratégia Internacional de Redução de Riscos, lançado em 2000. O documento faz a primeira síntese dos conhecimentos sobre os desastres naturais que se produziram entre 1975 e 2008. Ainda que reconheça não ser completo, o texto representa um aglomerado único de conhecimentos.Entre 1975 e 2008, ele lista 8.866 desastres que mataram 2.284.000 pessoas. A respeito das inundações, o risco de morte aumentou 13% entre 1990 e 2007. Pode-se dizer que o quadro não é uniformemente catastrófico. O número absoluto de perdas humanas ou econômicas aumenta no período como um todo, mas ele permanece proporcionalmente estável, pelo aumento demográfico e do PIB mundial.Mas, segundo os especialistas da ONU, a situação deverá se deteriorar em razão da mudança climática e da degradação dos ecossistemas. Esta é um fator muito ignorado, pois estes últimos conseguem amortecer o impacto das catástrofes de origem natural. Quanto à mudança climática, ela aumentará o risco dos desastres. A vulnerabilidade das populações é um dos outros fatores que acentuam os riscos. A ação do poder público (normas antissísmicas, etc.) torna-se crucial: o Japão e as Filipinas sofrem com mais ou menos o mesmo número de furacões, mas estes provocam 17 vezes mais mortes nas Filipinas do que no Japão.
Tradução: Lana Lim

Série Megacidades - Moscou

Da propriedade coletiva para a proibitiva Interesses econômicos e políticos interferem na regulamentação de obras na cidadeLourival Sant'Anna, enviado especial.

À primeira vista, o bairro Ziablikovo, no sul de Moscou, parece mais uma de tantas áreas residenciais que circundam a cidade, com suas tediosas fileiras de edifícios cinzentos, ladeados por filas de contêineres metálicos: garagens improvisadas, um item não incluído pelos planejadores soviéticos, nos anos 1960 e 1970, quando era impensável cada família ter o seu carro. Na Rua Orekhoviy, a monotonia é quebrada por uma obra tocada em ritmo acelerado, numa área de 15.292 metros quadrados, onde poucas semanas antes as crianças dos prédios em redor brincavam num pomar de macieiras. Em seu lugar estão sendo construídas duas torres de 18 andares para o temido Serviço de Segurança Federal (FSB), que substituiu a lendária KGB depois do desmantelamento da União Soviética, em 1990.Os moradores pedem para não se identificar e falam com ansiedade e medo. Desde o começo do movimento contra a obra, iniciada em janeiro, eles perceberam que estavam lidando com um inimigo diferente. O pomar foi varrido da área da noite para o dia. Quando cerca de 400 moradores se juntaram, espontaneamente, para protestar, na noite de 5 de fevereiro, os 40 guardas da obra lançaram um gás não-identificado na multidão. De 200 a 300 policiais surgiram, assim como homens à paisana, e oito manifestantes foram presos, incluindo quatro menores de idade, segundo os moradores. Nas semanas seguintes, ocorreram duas outras manifestações, e as cenas se repetiram. No total, foram presas 16 pessoas.Pela lei, uma obra como essa, no meio de um conjunto residencial, tem de passar por audiências públicas. Segundo os moradores, isso não ocorreu. Eles mostram um documento assinado pelo prefeito Ygor Luzhkov em 21 de agosto de 2007 proibindo a obra. Num segundo documento, de 5 de dezembro, Luzhkov volta atrás e autoriza o empreendimento. Mas, garantem os moradores, a obra continua sem alvará."Aqui a FSB está acima de tudo", diz uma moradora de 40 anos. "Essas três letras protegem esse empreendimento", acrescenta outro morador, de 60. Antes de se tornar presidente, em 2000, o primeiro-ministro e homem forte do país, Vladimir Putin, comandou a FSB. Putin levou para o Kremlin ex-colegas de serviço secreto, incluindo o ministro do Interior, Rachid Nurgaliyev, responsável pela polícia. "Violaram as leis ambientais e nossas crianças ficaram sem seu parque para brincar", observa a moradora. "Os apartamentos perderam 50% do valor. Os prédios mais velhos em redor da obra não vão resistir a ela." São quatro edifícios, com cerca de 5 mil moradores. Construídos em 1976, no esquema de produção em série da União Soviética, que sofria da escassez de recursos e pressão da demanda, eles não transmitem muita solidez. Até onde os atentos moradores puderam observar, não foi feita sondagem do terreno antes de começarem as fundações."Conflitos como esse acontecem todos os dias", relata o vereador Sergei Mitrokhin, líder do partido de oposição Yabloko. Segundo ele, a causa é, como na obra da FSB, a interferência de interesses econômicos e políticos.Prefeito desde 1992, Luzhkov, de 71 anos, é marido da única mulher bilionária da Rússia, Yelena Baturina. Ela é dona da holding Inteko, que passou a se concentrar no setor de construção civil depois que Luzhkov se tornou prefeito. A empresa cresce vertiginosamente e ganha contratos de obras municipais, como as do Estádio Luzhniki. Além disso, aponta Mitrokhin, o funcionário da prefeitura responsável pela aprovação dos projetos, Vladimir Ressin, é membro de um conselho que reúne grandes construtoras.O liberal Mitrokhin lembra, sem saudosismo, que, na época da União Soviética, o planejamento tinha um papel importante. "Agora, os funcionários decidem tudo sem consultar os planejadores. O lobby das empresas intervém e vira uma salada, aprovando-se projetos absurdos." Ele cita como exemplo o contrato da obra de um túnel sob o Largo Bielo-Rússia, para aliviar o trânsito na região central.A construtora que ganhou o contrato recebeu, em troca, permissão para construir um shopping, que deve aumentar o trânsito. "Em vez de resolver o problema, vai piorar", diz o vereador. "A chave que explica tudo é a corrupção."Moscou construiu sete arranha-céus ao longo da era soviética (1917-1990). São as chamadas Sete Torres, que emulam as Sete Colinas de Roma. Os dirigentes comunistas, como os tsares (monarcas) antes deles, achavam que Moscou seria a próxima capital de um império mundial. Agora, sobre a mesa do não menos ambicioso Luzhkov repousam projetos de 200 arranha-céus. O urbanista americano Blair Ruble, especialista em Moscou, observa que esses projetos são tocados sem muita atenção ao planejamento: "Uns fazem algum sentido. A maioria, não. Parece não haver controle algum, e tanto os imóveis quanto os projetos ficam com quem paga mais."Existem leis municipais de zoneamento urbano, mas elas se chocam com outras leis estaduais e federais, observa Alexander Vysokovskiy, diretor da Fundação de Reforma e Desenvolvimento Urbano. Leis da antiga União Soviética ainda estão em vigor. Ora convivem, ora colidem com normas adequadas ao sistema capitalista. Uma das queixas mais comuns é quanto à dificuldade de regularizar a propriedade privada sobre imóveis ocupados desde a época soviética, quando eram estatais. "Talvez o maior problema de todos seja uma total ausência de consciência de que a boa governança depende de transparência e prestação de contas aos cidadãos", afirma o urbanista Ruble.Em menos de duas décadas, o mercado imobiliário moscovita saiu da propriedade coletiva para a proibitiva. Moscou lidera as recomendações para a compra de imóveis na Europa, na edição de 2008 do relatório anual Emerging Trends in Real Estate. "Esse mercado tem enorme profundidade e fôlego", assinala o relatório, elaborado pelo Urban Land Institute e pela empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers.O metro quadrado de apartamentos de quarto, sala, cozinha e banheiro em edifícios sem graça custa US$ 5 mil (R$ 8 mil). Nos edifícios mais charmosos, antes habitados por políticos ou intelectuais amigos do antigo regime, pode chegar a US$ 30 mil (R$ 47,9 mil). O preço da moradia, combinado com a valorização do rublo em relação ao dólar, leva Moscou a encabeçar as listas de cidades mais caras do mundo.Economistas afirmam que o preço dos imóveis na capital acompanha a cotação do petróleo, do qual a Rússia é o segundo maior produtor e exportador mundial. Mas o magnetismo exercido por Moscou também ajuda a explicar essa escalada dos preços. De acordo com pesquisa do instituto oficial VTsIOM, os russos consideram Moscou o lugar mais atraente para morar. Além disso, enquanto a renda média das famílias em toda a Rússia é de aproximadamente R$ 906 mensais, em Moscou ela alcança R$ 1.757, segundo o Levada Center, que faz pesquisas domiciliares mensais.A especulação imobiliária em Moscou segue caminho inverso ao de muitas metrópoles. Se em São Paulo ela empurra as zonas residenciais para longe do centro, em Moscou as pessoas se apertam na área central da cidade. Ninguém mora em casa em Moscou. Todas foram confiscadas pela Revolução de 1917 e convertidas em museus, bibliotecas, repartições públicas. Só agora os "oligarcas", como são chamados os novos-ricos, começam a mudar-se para condomínios fechados fora da cidade.O grande adensamento é uma tendência desde que Moscou voltou a ser a capital da Rússia, em 1918, por decisão do líder Vladimir Ilitch Lênin (em 1703, o poder fora transferido para São Petersburgo pelo tsar Pedro, o Grande, na tentativa de dar um lustro europeu ao império russo). Por décadas, o governo soviético só construiu na capital, diz o diretor do Museu de Arquitetura de Moscou, David Sarkisyan: "A megalópole cresceu socando as pessoas, que se habituaram a viver sob condições muito ruins."

Vulcões


Com 68 vulcões distribuídos em um território 170 vezes menor do que o Brasil, a Costa Rica é, proporcionalmente, o país mais vulcânico do mundo. A grande maioria das crateras não oferece perigo, mas há pelos menos seis vulcões ativos neste momento.
Revista Terra

A fúria de um terremoto

A fúria de um terremotoAlberto VelosoAlberto Veloso foi o criador do Observatório Sismológico da UnB e é professor aposentado do Instituto de Geociências. Foi funcionário da ONU, em Viena, Áustria.Falar sobre a ocorrência de terremotos no Japão não é grande novidade, mas associar um deles ao vazamento de material radioativo de uma usina nuclear já é algo diferente. Em 16 de julho, às 10h13, um abalo de magnitude 6.6 (segundo o Serviço Geológico Americano) com epicentro no mar, fez tremer uma vasta porção da costa oeste de Honshu, incluindo a área onde se encontra a maior central nuclear de energia elétrica do mundo. Logo em seguida, uma coluna de fumaça negra se elevou a partir de um ponto da usina, devido à queima de um transformador elétrico.Cerca de 24 horas depois do tremor, as autoridades anunciaram um vazamento de água radioativa para o mar, mas afirmaram não ter ocorrido nenhum tipo de dano nos reatores. No decorrer do terremoto, medidas de segurança foram acionadas: a usina foi desligada automaticamente, trens-bala da região foram paralisados, os aeroportos fechados e os fornecimentos de energia elétrica e de gás para as residências cortados.Não se tratou de um terremoto de magnitude colossal, mas sua profundidade rasa – 10km – e a proximidade da costa – 20 km - foram os fatores que aumentaram seu poder de destruição. Colapso de centenas de casas, danos em milhares de outras, escorregamento de encostas, grandes fissuras no terreno, autopistas cortadas e deslocadas e pessoas que não conseguiam se manter em pé durante o chacoalhar do terreno foram exemplos da gravidade desse terremoto. A intensidade sísmica - que avalia a severidade do terremoto – atingiu VI, valor altíssimo para a escala japonesa cujo limite é VII. Nove pessoas morreram, cerca de mil ficaram feridas e dez mil foram evacuadas.Os principais terremotos são originados pelo deslocamento das placas tectônicas e as regiões mais perigosas são aquelas situadas nos limites ou encontro das placas. O arquipélago japonês se localiza justamente onde colidem três dessas placas tectônicas e essa é a razão para sua intensa e perigosa atividade sísmica. Ontem, hoje e amanhã, não há como o Japão escapar da ação dos terremotos, mas cada vez mais, o país tem aprendido a minimizar seus efeitos trágicos. O atual pequeno número de mortos e feridos é uma prova disso. O caso do vazamento precisa ser melhor estudado para saber se houve algum problema com a construção civil da usina, afinal o país tem aproximadamente 90 delas.O Japão tem cerca de 380 mil quilômetros quadrados, mas, por ser um país montanhoso, somente 1/3 de sua área é ocupada. A densidade demográfica é muito alta e a concentração nas grandes cidades é um fator de vulnerabilidade diante dos terremotos. Em 17 de janeiro de 1995, um tremor de magnitude 6.9, com epicentro muito próximo da cidade de Kobe, produziu um desastre impressionante: 5.502 mortos e prejuízos de aproximadamente US$ 60 bilhões. A economia do país sentiu um baque e os engenheiros e arquitetos se assustaram com falhas em projetos e construções da cidade. Certamente colheram muitas lições.Em 1º de setembro de 1923, um terremoto de magnitude acima de 8 destruiu um pedaço de Tóquio e o fogo consumiu uma outra grande parte da cidade. Morreram 140 mil pessoas. Essa região experimenta grandes terremotos a cada 70 anos. Isso significa que um outro pode acontecer a qualquer momento. Mas, nessas dezenas de anos, aprendeu-se muita coisa e por isso se tem confiança de que os belos e modernos arranha-céus da cidade continuarão de pé após um grande sismo. (Minha descrição não tem nenhum tom alarmista – já morei no Japão, senti seus terremotos, mas adoro o país e sempre que posso estou por lá).Que lição o Brasil poderia tirar desse desastre sísmico? É ínfima nossa sismicidade perante o Japão. Estamos situados no interior de uma placa tectônica e distantes de seus limites ativos. Mas nem tudo é perfeito e há pontos a considerar. Abaixo do Acre, um pedaço de placa tectônica mergulha para as profundezas da Terra. Por isso, há muitos terremotos fortes na região, mas como são profundos, quase ninguém os sente ou reclama. Curiosamente, nosso maior terremoto teve magnitude similar ao do Japão, mas aconteceu em uma área deserta do Mato Grosso, há 50 anos, sem causar danos maiores. Se ele se repetir agora, o resultado será muito diferente. O Brasil está projetando novas barragens hidrelétricas e almejando a construção de outras usinas nucleares. É tradição considerar o risco sísmico nas grandes obras de engenharia brasileira e isso não pode ser abandonado jamais. Mesmo em áreas de pouca sismicidade, os terremotos não podem ser negligenciados. Nossa história sísmica não é bem conhecida e surpresas não podem ser descartadas.http://www.secom.unb.br/artigos/at0707-07.htm